lexotanNormalmente prescrito apenas por psiquiatras, o Lexotan é um medicamento “tarja preta” que ajuda o paciente a acalmar os nervos e conter a ansiedade. Apesar de expressar excelentes resultados, seu uso pode trazer alguns riscos à saúde e até causar dependência. Confira algumas curiosidades sobre este medicamento.

Para que serve o Lexotan (Bromazepam)

Também conhecido como Bromazapam (genérico), o Lexotan é um medicamento classificado como benzodiazepínicos, mas popularmente conhecido como calmantes. Entretanto, é importante ressaltar que este medicamento só deve ser usado em curtos prazos, pois sua finalidade é tratar apenas os sintomas temporários.

O Lexotan normalmente é indicado para diminuir a ansiedade, os efeitos colaterais de antidepressivos, abstinência alcoólica, tensão, agitação, transtornos de humor, alucinações, insônia e ataques de pânico.

Esse tipo de medicamente quando usado em doses baixas, é capaz de reduzir os sintomas da tensão e da ansiedade, já em doses maiores, ele serve para atuar como sedativo e relaxante muscular. Sua ação demora em média apenas 20 minutos após a administração do fármaco.

Efeitos colaterais

O Lexotan pode provocar sonolência, cansaço, tontura, perda de coordenação motora, falta de equilíbrio, depressão, taquicardia reflexa, problemas de concentração e memória

Contraindicação

O Lexotan deve ser evitado caso o paciente tenha alguma alergia aos elementos da fórmula. O remédio também é contraindicado em casos de insuficiência respiratória, problemas hepáticos, síndrome da apneia do sono e durante a gestação e amamentação.

Riscos e advertências

Dependência: O uso para tratamentos prolongado do Lexotan pode desenvolver um tipo de dependência, necessitando assim de doses cada vez maiores para satisfazer a sensação de bem-estar. O abuso com drogas classificadas como tarja preta é relatado constantemente.

Abstinência: A interrupção abrupta do medicamento pode resultar em dores de cabeça, inquietude, ansiedade extrema, tensão, confusão e irritabilidade. Em alguns casos mais graves, como quando o paciente entra no estágio de dependência, pode-se notar mudanças na personalidade e alucinações. Por isso o ideal é realizar a descontinuação do tratamento reduzindo as doses de maneira gradual.

Atenção com os antecedentes: É necessário um cuidado redobrado com pacientes que possuem histórico de abuso de álcool e drogas. O médico irá avaliar o quadro psiquiátrico desses pacientes, afim de evitar o uso de dosagens excessivas.

Ação complementar: Remédios a base de benzodiazepínicos não devem ser utilizados para tratar depressão. Eles são apenas um tratamento adjunto que serve para diminuir os efeitos colaterais de drogas especificas para tratar esse tipo de doença.

Uso em idosos: Embora não exista nenhum tipo de restrição quanto ao uso do Bromazepam em idosos, o ideal é iniciar o tratamento com dosagens menores, comparada com a receitada para adultos mais jovens. Essa medida tem como objetivo evitar a sedação e os estágios de sonolência que o paciente pode apresentar.

Cuidado ao dirigir: O Lexotan pode diminuir a capacidade motora, portanto os pacientes que fazem uso da medicação não devem dirigir ou operar algum tipo de maquinário.

Bebidas alcoólicas: Não beba bebidas alcoólicas durante o tratamento com Lexotan. O álcool tem como característica intensificar os efeitos do medicamento, o que pode acabar prejudicando os resultados finais.

Acompanhamento médico: O acompanhamento especializado é importante para o tratamento. Siga as orientações dele, cumpra os prazos estipulados e não exceda as dosagens. Caso apareça algum sintoma colateral, converse com o médico.

Preço

O Lexotan é um medicamento de uso oral e exclusivo para adultos. Fabricado pelo laboratório Roche, ele possui apresentações de 3 mg e 6 mg, ambos com as opções de 20 e 30 comprimidos. O preço do Lexotan pode variar R$ 27,00 a R$ 54,00 dependendo da apresentação.

O genérico Bromazepam tem um preço mais acessível, podendo variar de R$ 5,00 a R$ 10,00.

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