repelente_dengueA chegada do verão é provavelmente a estação mais aguardada pelos brasileiros. Calor, praia e férias, motivam as pessoas e deixam mais empolgadas para a reta final de 2016. Todo o sentimento e as expectativas são ótimos no contexto geral, mas é nessa época do ano que um antigo vilão começa a dar as caras novamente, o mosquito da dengue.

O fato da estação ser a mais quente do ano, junto com o período maior de chuvas, acaba resultando na proliferação do mosquito Aedes Aegypti. Essa ameaça praticamente invisível, deixou de transmitir única e exclusivamente o vírus da dengue. De alguns anos para cá, tivemos o desprazer de conhecer doenças como a chikungunya e a zika.

Ano após ano é a mesma coisa. Epidemias, hospitais lotados e números que assustam a população e preocupam o Ministério da Saúde. O verão ainda nem chegou, e o Brasil já registra um aumento 10 vezes maior no número de casos relacionado a chikungunya. Para piorar a situação em 2016 convivemos com o medo constante do vírus zika, isso porque estudos relacionavam a transmissão da doença com o surgimento de casos de microcefalia, representando um enorme risco para as gestantes e as crianças pequenas.

A melhor forma de se defender contra o mosquito Aedes é evitar sua proliferação, efetuando limpezas em caixa d’água e não deixando a água parada. Mas como sabemos que alguns bairros possuem um saneamento um pouco mais precário, então o ideal é fazer do repelente o seu maior aliado, mas atenção, porque não são todos os repelentes que podem ser usados para repelir o mosquito da dengue (falaremos mais sobre isso mais abaixo).

Para se ter noção do que foi essa crise com zika no começo do ano, a maioria dos repelentes sumiram das prateleiras da maioria das farmácias. Os consumidores que encontravam os produtos, acabavam ficando horrorizados com o valor cobrado (principalmente nas cidades do interior de São Paulo e Paraná). O Multifarmas esse ano registrou um aumento de 527% na procura por repelentes, comparado ao mesmo período de 2015. Agora no final do ano e inicio de 2017 a expectativa é que o consumidor consiga encontrar com mais facilidade esses produtos e os lojistas consigam trabalhar melhor os preços.

Tipos de repelentes

Como mencionamos anteriormente, não é qualquer tipo de repelente que pode ser usado para evitar o mosquito da dengue, embora a Anvisa afirme que todos os produtos registrados tiveram sua eficácia comprovada para ação em mosquitos da espécie Aedes Aegypti. Mesmo assim é importante observar que o efeito de cada um e o tempo duração. Confira as opções:

IR3535: Considerado um repelente seguro para gestantes e crianças de 6 meses a 2 anos. Seu tempo de ação gira em torno de 4 horas;

DEET: Composto químico criado para que o mosquito não sinta o odor do humano. Ele é recomendado para adultos, gestantes e crianças acima de 2 anos. Mas como ele possui muitas substâncias químicas é melhor assegurar que você não possui alergia a nenhuma delas. Seu tempo de ação também dura 4 horas;

Icaridina: É o repelente que possui maior duração (cerca de 10 horas) e consegue repelir todos os insetos transmissores de doença. Diversos estudos sugerem que esse tipo de repelente é a alternativa mais eficaz contra o mosquito Aedes. Seu diferencial consiste em não ter nenhuma absorção do componente com o organismo. Ele não é tóxico e pode ser utilizado por crianças acima de 2 anos;

No Multifarmas os repelentes mais procurados em 2016 foram: Exposis, Off, Repelex e Xô inseto. A variação de preço entre eles e entre as nossas drogarias parceiras chega a ser de 81%. Vale também ressaltar que na maioria das lojas físicas e drogarias de bairro o valor chegou a ser até 90% mais caro do que os produtos vendidos na internet.

Leia sobre: Sintomas da dengue, chikungunya e zika.

Dicas de aplicação

  • Antes de comprar um repelente, leia o rótulo e saiba exatamente qual é a composição. Dependendo dos princípios ativos, ele se adequará para funções especificas.
  • É sempre muito importante buscar orientações médicas, assim você saberá qual o melhor tipo de repelente que irá se adaptar melhor a sua pele.
  • Cuidado com repelentes que possuem odor. Normalmente os mosquitos são atraídos por perfumes.
  • Não use repelentes tópicos em crianças com menos de dois meses de idade.
  • Adultos poderão reaplicar o repelente até 3 vezes por dia, crianças de até 7 anos poderão reaplicar 2 vezes e crianças menores de dois anos somente uma vez por dia.
  • Use o repelente como a última camada a ser aplicada na pele. Por exemplo: se você passa protetor solar ou algum creme, aplique-o primeiro e depois utilize o repelente, caso contrário, você perderá o efeito dele.
  • Aplique o repelente somente nas partes que ficarão expostas. (Braços, pernas e pescoço)
  • Para aplicar o repelente na face, primeiro aplique na sua mão e depois passe com cuidado no rosto. Evite se aproximar da boca, nariz e olhos e nunca aplique em feridas.
  • Não aplique sobre as roupas, isso aumenta o nível toxidade.
  • Cuidado ao utilizar o repelente próximo de alimentos.
  • Evite fazer aplicações do produto nas mãos de crianças.
  • Nunca durma com o produto na pele. Utilize água e sabão para remove-lo.
  • Lave muito bem as mãos após aplicar o produto.

 

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