luta_contra_aidsNos últimos anos, o nosso planeta tem se deparado com novas doenças gravíssimas, por vezes até incuráveis, oriundas de vários fatores que contribuem para a proliferação das mesmas, tais como alimentação, formas inadequadas de relacionamento afetivo e sexual entre as pessoas, drogas e etc.

Uma dessas doenças tidas como o mal do século XX/XXI e sem dúvidas uma das piores e mais graves é a Acquired immunodefieciency syndrome, mais conhecida como AIDS, que vem do inglês e em português significa “Síndrome da Imunodeficiência Adquirida”.

A cada dia essa doença se alastra mais e mais, levando muito de seus pacientes à morte. De acordo com levantamentos estatísticos, no Brasil são mais 150 mil novos casos que surgem anualmente.

Pensando nisso, a Organização Mundial de Saúde – OMS, resolveu conscientizar a população e autoridades de um modo geral, sobre o grave problema que tal doença traz ao ser humano, como umas das que mais mata no mundo, trazendo informações importantes acerca dela, objetivando mostrar os sintomas, perigos e formas de prevenção da doença. A partir daí foi criado o “Dia Mundial da Luta contra a AIDS/”, que é celebrado no 1º dia de dezembro.

Nessa data, ainda que se deva haver reflexão, estudos, campanhas em todas as classes sociais, em todos os seres humanos de qualquer idade, cor, sexo, nacionalidade ou credo, também se concentra ainda mais de maneira contundente sobre os jovens na faixa etária dos 15 aos 24 anos de idade das classes C, D e E, tendo como ação fundamental, discutir as questões relacionadas à vulnerabilidade do sistema imunológico mediante a presença do vírus HIV.

A AIDS não afeta apenas o seu portador, mas também atinge aquele que com ele se relacione e por tal fator podemos também ser vulneráveis a uma possível transmissão ou mesmo preconceito em relação à sua própria família, vindo de outras pessoas.

Um problema de saúde que pode levar o indivíduo portador do vírus a uma marginalização feita pela sociedade, seja em sua vida profissional e principalmente os núcleos familiares, visto que as pessoas começam a tratar o doente como uma pessoa perigosa capaz de transmitir a outrem essa temível doença, o que infelizmente, poderá realmente ser concretizada se não tomadas as devidas precauções que a OMS estabelece como seguras.

O QUE É?

A AIDS pode ser definida como uma doença que ataca o sistema imunológico humano, destruindo os glóbulos brancos (linfócitos T CD4+), que são os responsáveis por proteger e combater doenças no nosso corpo. A partir do momento em que ocorre essa quebra nas defesas naturais do corpo humano, ele passa a ficar mais suscetível a proliferação de outras doenças, deixando o organismo bastante fragilizado e desprotegido contra possíveis infecções, e microrganismos.

FORMAS DE CONTÁGIO

Várias são as formas de contágio e transmissão do vírus HIV:

  • Sexo oral, vaginal e anal sem proteção (camisinha);
  • Uso de seringa por mais de uma pessoa;
  • Transfusão de sangue contaminado;
  • Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação (leite materno);
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.
  • Por produtos com sangue (agulhas sujas ou sangue não testado).

Importante: Beijos de língua, abraços e contatos com pele da pessoa infectada não transmite a AIDS. O portador do HIV, mesmo sem apresentar os sintomas da AIDS, pode transmitir o vírus, por isso, a importância do uso de preservativo em todas as relações sexuais.

SINTOMAS

Essa doença pode demorar muito tempo até apresentar os sintomas, porém, não se deve confundir aquele que é portador do vírus HIV e aquele que tem a AIDS, tudo depende do estado de saúde de cada pessoa. Dessa forma, vários são os sintomas primários que sugerem o aparecimento da doença:

  • Fraqueza e cansaço constante e excessivo/dores musculares;
  • Candidíase oral;
  • Febre;
  • Emagrecimento;
  • Gânglios nas axilas, virilhas e pescoço;
  • Transpirações noturnas;
  • Diarreia constante.
  • Na criança que nasce infectada, os sintomas comuns: problemas nos pulmões, diarreia e dificuldades no desenvolvimento.

Além desses sintomas podem aparecer em fase aguda da doença:

  • Ínguas e manchas na pele que desaparecem após alguns dias;
  • Feridas na área da boca, esôfago e órgãos genitais;
  • Falta de apetite;
  • Estado de prostração;
  • Dores de cabeça;
  • Sensibilidade à luz;
  • Perda de peso superior a 10%;

TRATAMENTOS

A AIDS chama a atenção por ser uma doença incurável, porém, controlável e com diferentes formas de tratamentos. O próprio Governo oferece meios de tratamentos gratuitos mediante ao atendimento via SUS.

Normalmente os tratamentos se iniciam com a parte antirretroviral, que visa em prolongar a sobrevida, melhorando a qualidade de vida da pessoa infectada e reduzindo a carga do vírus, o que consequentemente resulta na reconstituição do sistema imunológico.

No Brasil, atualmente, são disponibilizados à população, 15 (quinze) medicamentos antirretrovirais na rede pública de saúde, medicamentos esses responsáveis pelo retardamento e o aparecimento da AIDS.

Ainda que se tenha à disposição várias formas de tratamento, nenhum outro surtirá mais efeito que não seja o convívio com o paciente, dando-lhe apoio, carinho, atenção, elevando a sua autoestima, fazendo se e sentir importante amado e não marginalizado.

PREVENÇÃO

A OMS e demais órgãos governamentais, sempre faz campanhas de prevenção, entre as principais recomendações podemos destacar o uso do preservativo nas relações sexuais, utilização de seringas e agulhas descartáveis, testes aprofundados para realização de transfusões de sangue, além do uso indispensável de luvas na manipulação e cuidado de feridas ou líquidos contaminados. Já no caso de gestantes, o pré-natal deve ser iniciado o mais cedo possível.

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