victoza_como_usarVencer a balança e ficar de bem com a autoestima é algo realmente muito difícil e tortuoso de se conseguir. Os mais aventureiros iniciam dietas pouco ortodoxas e exercícios com extrema intensidade física para perder aqueles quilinhos indesejados. Entretanto, nos últimos anos a “neura” de algumas pessoas passou a ser tão grande, que a indústria farmacêutica viu uma oportunidade para introduzir novos emagrecedores no mercado. Hoje é fácil encontrar entusiastas, que até tentam uma dieta vinculada a pratica de atividades físicas, mas os resultados só aparecem após a introdução de remédios para emagrecer.

Muita polêmica já foi criada por conta dessa mentalidade, tanto para os pacientes, quanto para os médicos e especialistas em nutrição. Algumas pessoas consideram a introdução de medicamentos na dieta como uma forma de solução preguiçosa para eliminar alguns quilinhos. Já outras optam por esse tipo de interação, pois assumem um compromisso de maximizar os resultados em prol da boa forma.

Desde 2014 um remédio tem chamado a atenção e polemizando ainda mais essa discussão. Até ai normal, certo? De certa forma sim, mas o problema é que esse pode ser considerado um dos remédios mais eficientes para o controle do diabetes do tipo 2 e tem sido receitado como uma forma rápida para emagrecer. Não entendeu nada? Confira nesse artigo toda a polêmica que envolve as indicações do Victoza e como ele age no organismo.

Entendo a polêmica e para que serve o Victoza

Sempre existiu medicamentos que foram criados para uma finalidade, mas acabou se popularizando por seus efeitos secundários, inclusive já mencionamos aqui no blog o caso da Bupropiona. Fato é que existe aqueles fármacos que podem desenvolver aspectos positivos para a saúde ou negativo.

O Victoza tem como princípio ativo o liraglutida, que serve para controlar o índice glicêmico de pacientes com diabetes do tipo 2. Porém, ele tem ganhado notoriedade por ser bastante indicado como uma forma de controlar o sobrepeso.

Segundo um estudo realizado com 500 pessoas e em 19 países, cerca de 85% dos pacientes conseguiram emagrecer até 7 kg em 5 meses sem realizar qualquer tipo de dieta. A expectativa é que esse número chegaria a muito mais quilos perdidos caso fosse vinculado uma dieta com baixas calorias e atividades físicas.

A polêmica é tão forte que o laboratório Novo Nordisk, responsável pela fabricação do medicamento, está buscando uma aprovação para liberar a droga como emagrecedor também.

Como funciona?

Antes de mais nada, vale lembrar que o Victoza só é vendido mediante a apresentação de uma receita médica e por enquanto o mercado farmacêutico só tem disponível a apresentação injetável.  Ou seja, ele é vendido no formato de uma caneta com ponta injetável (tipo aquelas usadas para realizar exames de glicemia). O paciente poderá aplicar a medicação no braço, na coxa ou na barriga.

Agora falando de como a fórmula funciona no organismo, nós já mencionamos que o Victoza é composto por liraglutida. Essa substância imita a GLP-1, que se caracteriza por ser hormônio natural capaz de regular os níveis de açúcar no sangue. E o segredo é justamente esse, pois o remédio tem até 8x mais hormônios do que o produzido pelo organismo, tornando a digestão mais lenta e automaticamente aumentando a saciedade.

Efeitos colaterais

O paciente pode apresentar náuseas, diarreia, hipoglicemia, dores de cabeça, fraqueza, enjoo, sonolência, ansiedade e dificuldade de concentração.

Contraindicação

De modo geral o Victoza é contraindicado para menores de 18 anos e pacientes com alergia à Liraglutida.

O medicamento também não deve ser consumido em conjunto com a Insulina, glimepirida, glibenclamida ou varfarina.

Advertência

  • O Victoza não é um medicamento para tratar a obesidade, portanto médicos que receitam o remédio para tal fim, estão assumindo todos os riscos.
  • O Victoza não é indicado para tratar a diabetes tipo 1.
  • A dosagem para o emagrecimento é quase o dobro do que é necessário para controlar a diabetes, mas a verdade é que ninguém tem 100% de certeza se essas indicações são seguras e não representam riscos para a saúde, principalmente para os não-diabéticos.
  • Não use sem o acompanhamento médico.

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