diabetes-gestacionalVocê já ouviu falar de Diabetes Gestacional? Essa é uma doença que surge exclusivamente durante a gravidez e tem causado algumas preocupações devido ao seu crescimento nos últimos anos. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, a incidência dessa doença subiu de 4% para 7% entre as gestantes no Brasil.

A pior parte é que a diabetes na gestação, não prejudica só a mãe, mas interfere diretamente na saúde e no desenvolvimento do bebê. Confira nesse artigo mais detalhes sobre a doença, assim como os riscos proporcionados por ela e formas de tratar.

O que é Diabetes Gestacional?

O diabetes gestacional pode ser descrito como uma doença metabólica que causa o aumento dos níveis de açúcar no sangue (hiperglicêmica) durante a gravidez. Na maioria dos casos essa doença costuma desaparecer com o nascimento do bebê, já em outros, existe a possibilidade de se desenvolver para um diabetes tipo 2.

É importante frisar também, que mulheres que já tinham diabetes antes de engravidar, não se qualificam como portadoras de diabetes gestacional, mas precisa de tantos cuidados quanto.

Durante o período de gestação, é normal vários hormônios se descontrolarem. Inclusive a placenta produz alguns que podem inibir parcialmente as funções da insulina, resultando no aumento de glicose no sangue. Na grande maioria dos casos, o pâncreas reage a esse efeito, liberando mais insulina para suprir o funcionamento regular do organismo. No entanto se essa glândula não estiver em pleno funcionamento, é inevitável que no decorrer do processo ocorra o desencadear da doença, prejudicando diretamente o crescimento e o bem-estar do bebê.

Sintomas

Diferentemente dos outros tipos de diabetes, que apresentam perda de peso, sede, boca seca, vontade constante de urinar, entre outros, a diabetes gestacional não provoca nenhum sintoma. É importante lembrar que sono, cansaço, fome e aumento da frequência urinária, são características decorrentes a gravidez, não se enquadrando e até mesmo confundindo com sintomas da diabetes.

O acompanhamento médico é a única segurança para detectar indícios dessa doença através de exames laboratoriais.

O diagnóstico

Normalmente a diabetes gestacional é detectada entre a 24ª e a 28ª semana de gestação. Evidentemente que desde a primeira consulta, as condições clinicas do paciente deverão ser avaliadas, realizando testes de glicemia, afim de assegurar uma gravidez sem risco para a mãe e a criança.

Fatores de risco

Ainda não se sabe o motivo para que controle glicêmico seja prejudicado, embora muitos estudos já revelaram os fatores de risco que aumentam a probabilidade de desenvolver essa doença. Confira a lista:

  • Gravidez acima dos 25 anos
  • Histórico de diabetes na família
  • Gestantes que já tiveram essa doença possuem 60% de chance de reincidência
  • Caso as gestações anteriores o bebê tenha nascido com mais de 4 kg
  • Taxa glicêmica alterada antes da gestação, mas não a ponto de ser considerado diabetes
  • Aumento do líquido amniótico
  • Excesso de peso antes e durante a gestação
  • Uso frequente de corticoides
  • Histórico de aborto sem causa conhecida

Riscos para os bebês

Para mãe, os sintomas da diabetes não são os únicos problemas, ela ainda tem que conviver com o aumento da pressão arterial durante a gestação, o que aumenta o risco de um parto prematuro. O alto nível de açúcar também proporciona uma facilidade maior para o desencadear de infecções, fora o fato de que a mãe ainda pode desenvolver a diabetes do tipo 2 após a gestação.

Segundo alguns estudos, cerca de dois terços do açúcar da mãe vão diretamente para o feto. Isso significa que o pâncreas dessa criança pode ter sido sobrecarregado durante toda a gestação, aumentado em até 5 vezes as chances de ele desenvolver diabetes e obesidade futuramente.

A sobre sobrecarga do pâncreas irá produzir mais insulina e consequentemente irá afetar o crescimento de alguns órgãos e tecidos. Isso interfere diretamente no desenvolvimento do tamanho do feto, fazendo-o nascer com mais 4 kg.

Outro fator crítico, é que a insulina em excesso pode colaborar para a hipertensão pulmonar, ou seja, no futuro essa criança tem grandes chances de sofre com problemas respiratórios.

Como tratar e cuidados necessários

Como já foi dito, na grande maioria dos casos, a diabetes gestacional desaparece sozinha após o nascimento do bebê. Fora isso, o segredo é adotar hábitos saudáveis para prevenir o problema e não deixa-lo evoluir. Manter o peso sob controle, alinhar uma dieta saudável e praticar algumas atividades físicas são as principais indicações dos especialistas.

Alimentação: Certos tipos de alimentos se consumido de maneira correta pode proporcionar o controle de açúcar no sangue. Procure incluir na dieta frutas, grãos integrais, legumes e fibras. Ainda é necessário reduzir o consumo de carboidratos e alimentos gordurosos.

Atividade física: Evitar o sedentarismo é a regra mais importante. A pratica de exercícios físicos tem um papel fundamental para diminuir o nível de açúcar no sangue e melhorar sua distribuição nas células. 30 minutos de atividade leve já ajuda bastante.

Medicamentos: Se mesmo com a dieta e os exercícios, ainda sim a taxa de glicose estiver alta, é recomendável o uso de alguns remédios para diabetes, que serão indicados pelo seu médico.

Monitoramento: Monitorar o feto e a mãe, é a parte mais importante do tratamento, com ultrassons e outros testes é possível avaliar como está gestação.

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